AeroMoça

Fonte imagem: https://amenteemaravilhosa.com.br
Aeromoça és tu
Aérea fêmea,
Etérea
Avoada menina
Alva, cálida, cristalina

De elevada calma
A volitar livre,
Leve e solta
Acima de carmas e culpas,
E carnes esdrúxulas

Entre côncavos e convexos
Entre sonho e realidade
Razão e emoção
Nessa falta de nexo
De nossa parca humanidade

Sublime ser tu és
Em aurora no firmamento
Com suas elipses reticentes
Circunspectas retas
E arestas celestes

Pássaro nuvem
Que voa pelo vento
E busca, acima de tudo,
Libertar-se de padrões
E almas aprisionantes

Tão sólida e tão líquida
Mas sempre se evapora
E flutua pelo ar
Em atmosfera nebulosa
Ou condensada
Até atingir o ápice
Em elevada temperatura,

Quando, por súbito resfriamento adiabático,
Se precipita novamente
Em terra
Para que o ciclo se renove

(Eduardo C. Mendonça)
Postar um comentário

Postagens mais visitadas