Pintando com as letras

A artista britânica, Keira Rathbone, literalmente faz ARTE com a máquina de escrever. Sim, ela pinta usando máquinas de escrever. Forma desenhos com letras, ao invés de lápis ou pinceis.

"O que me atrai nessas máquinas antigas é como elas são operadas, já que você usa muito mais as mãos".

"Estava me esforçando para pensar imagens para escrever quando percebi que, em vez disso, deveria usar letras para formar uma imagem".

Há também uma nostalgia enorme com máquinas de escrever para todos além de certa idade. Algumas pessoas têm um apego muito romântico a elas".



Segundo matéria publica no site da Folha de São Paulo, a artista sempre gostou da tecnologia que não está na ponta. Ela coleciona vinis, adora sua maquina fotográfica analógica que ganhou do pai aos 16, e pretende instalar um telefone fixo de disco em sua casa. Keira tem também uma coleção de máquinas de escrever, que usa de uma maneira pouco convencional: para pintar.

Keira usa suas máquinas para produzir desde retratos do presidente americano Barack Obama e desenhos de arquitetura até paisagens naturais, compondo as imagens com os caracteres do teclado. "O que me atrai nessas máquinas antigas é como elas são operadas, já que você usa muito mais as mãos", disse à Folha por e-mail.

A artista começou sua atividade pouco usual em 2003, no primeiro ano em que cursou no Instituto de Arte em Bournemouth: "Estava me esforçando para pensar imagens para escrever quando percebi que, em vez disso, deveria usar letras para formar uma imagem", reflete.

Hoje, recebe pedidos de artistas e veículos impressos, e suas obras são expostas em galerias de arte.

Keira conta ter cerca de 30 máquinas, com diferentes tipos ou tamanhos de fonte, o que usa para mudar o resultado de seus trabalhos. Atualmente, só usa máquinas manuais, de marcas como Smith Corona, Olivetti, Brother e Remington. Os modelos vão desde antiguidades dos anos 1930 até mais modernos, dos anos 1980.

A artista diz que optou por esse uso pouco convencional da máquina para surpreender o público.

Nas exibições públicas, usa as máquinas mais chamativas e afirma que existe mais que a simples curiosidade: "Há também uma nostalgia enorme com máquinas de escrever para todos além de certa idade. Algumas pessoas têm um apego muito romântico a elas".

Para conferir mais sobre o trabalho de Keira Rathbone clique aqui.

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