Uma homenagem para minha terra querida

CEARÁ sobre seus versos


(Mailson Furtado)

Não sei qual a ponto chegar,
deduzir, descrever, decifrar.
O que seja o lugar em que vivo
descrever meu Ceará.

Como posso descrever de forma sucinta
tanta magia que há por nos contemplar?
Ser cearense, sertanejo da terra
cabra da peste do Ceará.

Sou do Sertão, do mato, da vida,
Sou do mundo e n'um tenho nem tempo p'ra reclamar
da vida suada, vida sofrida
da falta de chuva pra nós “prantar”.

No inverno se alegra de verde
o nosso roçado, o nosso lugar.
E a noite ‘inda venta fresquinho
e os “cumpades” se sentam p'ra conversar.

N’um me lembro mais da seca
do povo fugindo p'ra aqui pra acolá.
Oh tempo difícil...
Ver o gado morrendo,
ver os meninos chorando p'ra fome matar.

Hoje mudou muito de mundo,
está tudo mais fácil p'ra vida levar.
Foi muita fé em Padim Padre Ciço,
com muitas promessas p'ra nos ajudar.

Sou ainda muito mais que um menino,
sou muito mais do que procuro enxergar,
Tenho muito mais do que o ar puro que sinto
das verdes águas que cobrem nosso mar.

Verdes Mares que envolvem nosso mapa
são o ponto de chegada
p'ros estrangeiros “visitar”
Gostam tanto...
E é talvez por causa disso
que sempre um dia irão de voltar.

Ser nordestino, criador de outras rimas
por ser portador da inspiração p'ra narrar.
Narrar à batalha que desde menino
vi minha família fazer p'ra se sustentar.

Meus versos não rimam
da forma que deviam rimar.
Mas sei que metade de tudo que escrevo
é inspirado em minha terra, meu lugar.

E de Assaré veio Patativa
poeta do povo que coisas bonitas deixou pra contar.
O Ceará em seus mundos navega
junto das letrass de Raquel, Olímpio e do velho Alencar.

Terra do Sol, terra do Amor,
de águas verdes, da manifestação popular.
Terra de Iracema, rodeado por montanhas,
lugar esse, simplesmente Ceará.
4 comentários

Postagens mais visitadas