A Arte da Simplicidade - “O essencial é invisível aos olhos”


“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Ao contrário do estrambólico que é extravagante, fantástico, maravilhoso, exuberante, a simplicidade é algo singelo, puro, inocente, delicado, espontâneo e principalmente belo.

Um excelente exemplo de simplicidade são as flores. Elas são delicadas, puras e nos encantam os olhos com sua cor e leveza. "Olhai para os lírios do campo, como crescem; eles não trabalham, nem fiam, contudo eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles".

Outro exemplo de simplicidade são as crianças que com sua espontaneidade enxergam o mundo de uma forma mágica e criativa. Possuem uma alma simples e são livres de padrão e preconceito.

A simplicidade vem da alma, por isso ela nos faz enxergar as coisas através do sentimento e não da razão consciente que é tão bombardeada de impressões positivas e negativas e que muitas vezes nos impedem de perceber coisas lindas só porque não se enquadram dentro das regras pré-estabelecidas.


Muitas vezes nossos olhos não conseguem vê “além da aparência” e com isso perdemos a oportunidade de conhecer pessoas, vivenciar experiências que são simples e ao mesmo tempo maravilhosas e enriquecedoras. “O essencial é invisível aos olhos”. Já dizia Antoine de Saint- Exupéry. Ele também é um maravilhoso exemplo de simplicidade. Em sua obra O Pequeno Príncipe, nos fala de coisas simples e carregadas de sentimento. Nos abre a mente para a importância do pôr-do-sol , das flores, da amizade, do amor e principalmente que devemos nos tornar pessoas grandes, mas sem perder a pureza, a inocência e a espontaneidade das crianças.


Dedico este texto ao Pequeno Príncipe que é uma obra simples e bela, a Arte da Simplicidade expressa através da literatura. Transcrevo abaixo algumas frases do livro que me tocam a alma e enchem o coração de bons sentimetos:


“As pessoas grandes adoram números... E triste esquecer um amigo. Nem todo mundo tem amigo. E eu corro o risco de ficar como as pessoas grandes que se interessam por números”.
“Quando a gente está triste demais gosta do pôr-do-sol”.
“Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla”.
“É tão misterioso o país das lágrimas”.
“Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras”. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar”.
“É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar. A autoridade repousa sobre a razão.”
“Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio”.
“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz”.
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”... A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar”.
Aproveitando, para aqueles que amam a obra do Pequeno Príncipe, gostaria de informar que está em cartaz na Oca, a Exposição Pequeno Príncipe – O Essencial é invisível aos olhos.

Local: Pavilhão Lucas Nogueira Garcez, OCA – Parque do Ibirapuera – São Paulo – SP
Data: De 22de outubro a 20 de dezembro de 2009
Dias e horários: de terça a sexta-feira, das 9h às 19h; sábados, domingos e feriados, das 10h as 20h.
IMPORTANTE: fechamento da bilheteria com uma hora de antecedência.



Para maiores informações sobre a exposição, o Pequeno Príncipe, Antoine de Saint- Exupéry clique aqui: O Pequeno Príncipe na Oca
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