Cinema 2012 - estreias de fevereiro


10 de fevereiro - “Dama de Ferro”
Este filme recebeu as seguintes indicações ao Oscar:
·         Melhor atriz para Meryl Streep
·         Melhor maquiagem

A diretora britânica Phyllida Lloyd e o roteirista Abi Morgan disseram que nunca quiseram fazer uma cinebiografia ou um filme sobre política. Os dois quiseram contar a história de uma mulher de origem comum, que ascendeu ao poder apenas para voltar, já idosa, a uma vida normal como a de qualquer outro. "É uma história shakespeariana sobre o poder e a perda de poder, e o custo de uma vida formidável, e depois deixar tudo isso", disse Lloyd à Reuters.
"A Dama de Ferro” é o primeiro filme sobre Thatcher, a única mulher premiê britânica, eleita em 1979 e obrigada, em lágrimas, a deixar o poder em 1990 depois de perder o apoio de seu gabinete. Thatcher, do Partido Conservador, foi reverenciada por sua oposição intransigente à União Soviética e por devolver o "Grande" à Grã-Bretanha. Mas também foi vilificada por sindicatos trabalhistas e responsabilizada pelas profundas divisões na sociedade britânica.
Lloyd disse que houve "surpreendentemente pouca repercussão" na Grã-Bretanha por ele ter escolhido a norte-americana Streep para interpretar o ícone britânico. O papel exigia alguém que conseguisse retratar uma mulher no auge da vida e em seu declínio, e esse tipo de contraste significava uma atriz habilidosa, que entendesse as nuances de ambos.
A escolha de Lloyd não poderia ter sido melhor uma vez que a atriz Meryl Streep foi indicada ao Oscar de melhor atriz.


10 de fevereiro - “Um método perigoso”
 Esta sem dúvida é uma das estreias que mais estou aguardando.  Recentemente li o livro “Memórias, sonhos e reflexões”, do Jung e fiquei encantada com o trabalho desse brilhante psiquiatra.
“Um método perigoso” mostra a relação de Carl Jung (Michael Fassbender) com uma de suas pacientes, Sabina Spielrein (Keira Knightley), e também sua amizade conflituosa com seu mestre, Sigmund Freud (Viggo Mortensen). Outro paciente e psicanalista, Otto Ross (Vincent Cassel), abala as convicções de Jung.
Cheios de nuanças, os personagens são revelados aos poucos. A história avança no tempo, focando nos pontos importantes. E todos os atores, à exceção de Keira Knightley, um pouco acima do tom na maior parte do tempo, interpretam seus papéis com discrição, mas de forma brilhante.


17 de fevereiro - "A Invenção de Hugo Cabret"
Eis um filme com várias indicações ao Oscar. Segue abaixo a lista:
   ·       Melhor filme
   ·         Melhor diretor
   ·         Melhor roteiro adaptado
·         Melhor direção de arte
·         Melhor fotografia
·         Melhor figurino
·         Melhor edição
·         Melhor trilha sonora original
·         Melhor edição de som
·         Melhor mixagem de som
·         Melhores efeitos visuais

O diretor Martin Scorsese, um dos cineastas mais reconhecidos em atividade, acredita que o futuro do cinema está no formato 3D, uma técnica que experimentou somente aos 69 anos com seu novo filme, intitulado "Hugo". "Inicialmente, as pessoas rejeitavam os filmes em cor. Os críticos e os diretores achavam que a nova técnica era só para os musicais e os 'westerns'. Algumas décadas depois, todos os filmes eram em cor. Acho que o 3D passará por algo parecido", comentou o cineasta.
O novo trabalho de Scorsese é uma história familiar, protagonizada por crianças, sem sangue, sem violência e muito afastada das temáticas de seus filmes mais conhecidos, como "Táxi Driver" (1976), "Touro Indomável" (1980) e "Os Bons Companheiros" (1990). O roteiro é uma adaptação do romance "A Invenção de Hugo Cabret" (2007), de Brian Selznick, um conto inspirado em uma história real de Georges Méliès, um dos pioneiros do cinema fantástico e dos efeitos especiais. "O que é fascinante em Méliès é que ele explorou e inventou a maioria das coisas que estamos fazendo agora. Tudo o que está aí", relatou Scorsese, que dedica parte de seu tempo à recuperação de filmes e fotogramas perdidos para documentar a história da sétima arte.
Scorsese conta que queria fazer um filme para sua filha de 12 anos, que o ajudou "a observar as coisas com os olhos de uma criança", mas há outros motivos que alteraram sua temática de maneira tão radical. Para o cineasta, o problema é que Hollywood está muito segmentada, de um lado as superproduções e, de outro, o cinema independente: "É uma coisa ou outra", lamentou. "Tive sorte em continuar fazendo filmes, porém, também tive que me adaptar e fazer produtos mais próximos ao que a indústria esperava", disse resignado o diretor de "Cassino" e "A Época da Inocência". A partir deste momento, os diretores, explicou Scorsese, deixaram de ter o controle total de suas obras. Nesse sentido, o diretor reivindica a capacidade de experimentação: "É preciso arriscar em coisas novas, algo para as novas gerações. Não devemos criar mais obstáculos".


17 de fevereiro  - “Shame”
O filme recebeu muitos aplausos, mas também algumas incompreensíveis vaias. “Shame” é o segundo candidato sério ao Leão de Ouro, junto com “Um método perigoso”, de David Cronenberg. Coincidentemente, ambos são protagonizados por Michael Fassbender.
O talentoso ator trabalha pela segunda vez com McQueen, responsável por revelá-lo ao mundo. Ele interpreta Brandon, um sujeito bem-sucedido, que mora num apartamento incrível em Nova York e tem acesso a tudo. Mas Brandon é um homem com problemas de intimidade que se refugia no sexo. As coisas pioram quando sua irmã (Carey Mulligan) chega à cidade de surpresa.
McQueen lida com personagens problemáticos e controversos, mas jamais deixa de tratá-los como seres humanos ou perde a elegância. Ao mesmo tempo, nunca se torna irrelevante ou frívolo. O filme tem a força necessária para um festival como esse, inclusive em termos de imagem.


14 de fevereiro  - “Sete dias com Marilyn”
Este filme recebeu as seguintes indicações ao Oscar:
·         Melhor atriz para Michelle Williams
·         Melhor ator coadjuvante para Kenneth Branagh

O filme de Simon Curtis se baseia na semana que o escritor britânico Colin Clark trabalhou como assistente de Marilyn, em meados de 1956, quando ela filmava "O Príncipe Encantado" no Reino Unido. Nesse filme, a atriz, maior símbolo sexual da sua época, contracenava com um gigante da dramaturgia, sir Laurence Olivier. Marilyn na época estava na sua lua de mel com o marido, o escritor Arthur Miller. Quando ele foi embora, Clark ficou encarregado de apresentar a vida da Inglaterra a ela.
Clark registrou essa semana em um diário, que teve trechos lançados em dois livros, em 1995 e 2000. Kenneth Branagh (Olivier), Dougray Scott (Miller) e Judi Dench também estão no elenco da adaptação para as telas.

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