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O estrambólico fone de ouvido que promete traduzir idiomas em tempo real

A nova tecnologia criada pela startup Waverly Labs, de Nova York, tem por objetivo facilitar o contato entre pessoas de diversas culturas. A novidade é um aparelho que funciona como um pequeno fone de ouvido que traduz em tempo real o que está sendo falando em diversos idiomas. Batizado de Pilot , o aparelho é muito semelhante a um fone de ouvido regular, só que não possui fios ou cabos, e permite conexão com a internet. Dessa forma, pessoas que costumam viajar para países onde o idioma falado é desconhecido, poderão utilizar a Internet para intermediar a tradução. Até o momento, os detalhes tecnológicos sobre o funcionamento do produto são poucos. Segundo a Science Alert, caso o acesso à Internet não esteja disponível, o Pilot é capaz também de funcionar sem conexão com a internet apenas com um aplicativo de smartphone. Estima-se que o produto final vá custar entre U$ 249 e U$299 (R$ 880 e R$ 1057, respectivamente) e o início das vendas ainda não foi anunciado. Na primei...

A questão do copyright nos tribunais

Rose (1988) questiona o seguinte: Que impacto esses argumentos teóricos tiveram sobre a resolução real da questão do copyright perpétuo nos tribunais? Por que o Tribunal do Banco dos Reis decidiu em favor do perpétuo direito do autor em Millar v. Taylor, e por quais razões a Câmara dos Lordes reverteu esse julgamento em Donaldson v. Becket ? Com base em que o decreto foi revertido? Será que os Lordes determinaram que não havia direito comum da propriedade literária, ou eles decidiram que houve tal direito, mas que foi retirado pelo estatuto? Segundo Rose (1988) na história legal geralmente é dito que os Lordes determinaram que o estatuto terminou com o direito comum. Esta interpretação deriva da influência de relatos de Josiah Brown e James Burrow a respeito do caso Donaldson v. Becket, que fez parecer que os Lordes em seu voto simplesmente confirmaram a opinião da maioria dos juízes de que o estatuto tirou o direito comum.  Na verdade os Lordes dirigiram apenas a questão prát...

O que constitui uma obra literária

Segundo Rose (1988) a luta Inglesa sobre direitos de autor , em panfletos e nos casos legais reais, gerou um corpo de textos em que estética e perguntas legais são muitas vezes indistinguíveis. O que constitui uma obra literária? Como é uma composição literária diferente de qualquer outra forma de invenção? Qual é a relação entre a literatura e as ideias? Estas foram algumas das perguntas que os advogados do século XVIII tiveram que lidar quando o processo de argumentação e contra argumentação assumiu uma espécie de vida e lógica própria. As questões que o argumento dos livreiros levantaram poderiam ter sido abordadas, como um conflito entre os direitos individuais e as necessidades mais amplas da sociedade em geral. O autor tem o direito dos frutos de seu trabalho, mas a sociedade tem uma necessidade de manter a circulação de ideias. De alguma forma, o conflito deve ser julgado de modo que nem o indivíduo, nem a sociedade sejam obrigados a render-se inteiramente às reivindicaçõe...

O que é um autor

     O que é um autor? Pergunta Foucault. A característica distintiva do autor moderno, eu responderia, é que ele é um proprietário, que ele é concebido como o criador e, portanto, o proprietário de um tipo especial de mercadoria, o "trabalho". Uma realização institucional crucial da relação autor-obra é o copyright, que não só torna possível a publicação de livros, mas rentável também, dotando-o com a realidade jurídica, produz e afirma a própria identidade do autor como autor. (Rose, 1988, p. 54) Segundo Rose (1988), os direitos do autor foi, tradicionalmente, não o direito do autor, mas o direito do editor. Na regulamentação da Companhia dos Livreiros somente membros da guilda conseguia obter direito autoral. Os autores não tiveram explicitamente lugar reconhecido no esquema. Porém Rose (1988), afirma que isso não quer dizer que os autores ingleses não tinham direitos reconhecidos por seu trabalho, pois parece que desde o início os livreiros reconheceram a obrig...

Caso Donaldson v. Becket e suas repercussões

Rose (1988) começa a introdução do seu texto citando Foucault conforme descrito abaixo: O nascimento da noção de "autor" constitui o momento privilegiado de individualização na história das ideias, conhecimento, literatura, filosofia e das ciências. Até hoje quando reconstruímos a história de um conceito, gênero literário, ou escola de filosofia, essas categorias parecem relativamente fracas, secundárias em comparação com a unidade sólida e fundamental do autor e a obra . Foucault (2001, apud Rose, 1988, p. 51).   De acordo com Rose (1988) Donaldson v. Becket foi o grande caso em matéria de propriedade literária. Alexander Donaldson, um livreiro escocês que tinha construído um negócio bem sucedido com reimpressões baratas dos clássicos, foi acusado de pirataria, quando publicou uma edição de James Thomson, “The Seasons”, trabalho para o qual, Thomas Becket e um grupo de outros livreiros e impressores de Londres afirmou ter o direito de impressão. A questão foi, se...

A espiral da vida muito além do tempo e do espaço

Para Nikola Tesla, o cérebro é apenas um receptor. No Universo há um núcleo a partir do qual obtemos conhecimento, força e inspiração. Embora, ele não tenha penetrado nos segredos deste núcleo, sabe que ele existe. Carl Gustav Jung, acreditava simplesmente que alguma parte do Eu ou da alma humana não está sujeita as leis do espaço e do tempo. O sonho tem esse poder de nos transportar para muito além do tempo e do espaço. Para o Pajé Alce Negro, tudo que o poder do mundo faz é feito em círculo. O  céu  é redondo, a terra é redonda como uma bola, e assim também são as estrelas. O vento, em sua força máxima, rodopia. Os pássaros fazem seus ninhos em círculos, pois a religião deles é a mesma que a nossa. O sol nasce e desaparece em círculo em sua sucessão, e sempre retornam outra vez ao ponto de partida. A vida do homem é um círculo, que vai da infância até a infância, e assim acontece com tudo que é movido pela força. Nossas tendas eram redondas como os ninhos d...

O poder da música - 5ª Sinfonia de Beethoven mata células do câncer de mama

Recentemente assisti à Minissérie Beethoven, no canal Arte 1. Por coincidência no dia do último capítulo vi a seguinte frase do Arthur Schopenhauer: A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende. Fiquei com essa frase na cabeça. Cheguei até a mandar para um amigo com qual compartilhei informações sobre o poder da música no tratamento de amnésia e Alzheimer. Informações estas que renderem o seguinte post: “ O poder da música na REABILITAÇÃO COGNITIVA (Alzheimer, AVC, amnésia) ” aqui no Estrambólica Arte.  Na Minissérie foi retratada a genialidade, excentricidade e a vida conturbada pela qual viveu Beethoven. Mas, o que mais me chamou atenção foi o processo criação das músicas. Era como se Beethovem tivessem uma verdadeira intervenção Divina. Talvez isso explique e justifique o poder de sua música. Hoje, uma notícia estrambólica me saltou aos olhos; Eis as manchetes: “ Células tumorais expostas à 5ª Sinfonia, de Beethoven, perderam tam...