Fofoura do dia e texto do blog Borges o gato

O mundo é par ou ímpar?
Em homenagem a esta foto tão linda (cut-cut) transcrevo um texto do blog "Borges o gato". O texto é bem legal e merece ser compartilhado. Detalhe, o responsável pelo blog possui dois gatos o Borges e a Christie.

Somos indivíduos, mas às vezes parece que o mundo se lê em pares. Seja dos momentos mais tradicionais da vida dos humanos como o casamento, seja dos momentos mais cotidianos como uma conversa ao telefone: se faz em par. Da literatura mais bem sucedida de Cervantes, à mais mal sucedida dupla sertaneja: são dois que estão lá. Nos livros que vi, nas histórias que li, nos filmes que assisti, nos programas de TV com os quais me distraí, as duplas sempre chamaram minha atenção. E toda dupla, pode ter lá seu protagonista, aquele que é mais lembrado, mas a história seria impossível sem o outro. O filósofo Jean Paul Sartre dizia: “Meu inferno é o outro.” Pois, digo eu: “O inferno é o outro e o céu também.” E continuo com minha teoria que céu e inferno são exatamente o mesmo lugar, o que muda é a consciência de quem está nele. Se para o Jerry, sua dupla Tom talvez seja o grande inferno. Para o Robin é bem possível que o Batman seja o céu. São duplas, as duas. Que seria da nossa vida sem eles? Batman e Robin, Tom e Jerry, Quixote e Sancho, Piu-piu e Frajola, o Gordo e o Magro, Sherlok e Watson etc. etc. etc.

Falo isto porque muitas vezes me perguntam da Christie. “Ah, Borges, cadê Christinha, só você tem blog, ela não.” Mas parecem que querem separá-la de mim. O livro do Dom Quixote se chama Dom Quixote, mas que seria dele sem Sancho? A revista do Batman se chama Batman, mas isso não exclui o Robin. As Aventuras são de Sherlok Holmes, mas o Watson está sempre lá. O blog é do Borges, mas o que seria de mim sem minha irmã Christie?
Confesso, sou injusto às vezes, injusto como todo protagonista. Às vezes digo pra Christie: “esse blog é meu e você não faz nada, não ajuda em nada!” Mas, toda alegria aqui é dela. É ela que me anima a escrever, que me faz rir com suas tiradas engraçadas, miando pela casa, vomitando, aprontando. Não fosse ela, que graça teria escrever? Em cada letrinha minha, tem um miadinho pensado na Christie. Já dizem até que o papel é branco e a letra é preta em nossa homenagem. Dizem que nós é que inspiramos o feijão com arroz, o café com pão. Christie é tão Borges quanto eu e eu sou tão Christie que já não sei mais separar onde acaba meu branco e onde começa o preto dela, onde começa meu branco e acaba o preto dela.
Ass. Borges, o gato.

Fonte:
http://www.borgesogato.com/o-mundo-e-par/


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