Dado, informação e conhecimento


Segundo Carvalho (2012), dado não é conhecimento; informação é conhecimento e conhecimento não é dado.
Para evitar esse tipo de confusão segue abaixo a definição de dado, informação e conhecimento de acordo com Carvalho (2012):
  • Dado: É o registro de um evento. Pensando no conhecimento de forma hierárquica, o dado é o menor e mais simples elemento dessa hierarquia. Ele é uma unidade indivisível, objetiva e abundante. Por este motivo, o dado é o elemento mais fácil de ser manipulado e transportado, seja em um  meio de transporte concreto (de um lugar para outro), seja de uma forma abstrata (de um sistema para outro ou de uma pessoa para outra).
  • Informação: É um conjunto de dados dentro de um contexto. O contexto é fundamental, pois desempenha o papel de diferenciar um mesmo dado em situações distintas, pois um conjunto de dados não pode passar de um acúmulo de coisas sem significado. Também é preciso a implicação de pelo menos um sujeito para que o conjunto de dados seja coordenado de forma significativa. Além do conjunto de dados, é importante para a definição do contexto uma determinada carga subjetiva. Portanto, uma definição mais elaborada para informação é a seguinte: um conjunto de dados, com determinado significado para o sistema. Apesar da informação, conter uma determinada carga subjetiva, a mesma não pode ser algo decifrável apenas por um sujeito específico. Ela deve poder ser codificada de diversas maneiras, ou seja, ela deve ser tangível para um grupo de pessoas, podendo ser acumulada, processada e compartilhada.  O compartilhamento é de grande importância no que se refere à informação e o conhecimento.
  • Conhecimento: Segundo Davenport (1998, apud CARVALHO, 2012) conhecimento é a informação que, devidamente tratada muda o comportamento do sistema. O conhecimento é o resultado de um processamento complexo e subjetivo da informação, pois quando a informação é absorvida por um sujeito, ela interage com processos mentais lógicos e não lógicos, experiências anteriores, insights, valores, crenças, compromissos e vários outros elementos que fazem parte da mente do sujeito, pois consciente ou não ele usa seu conteúdo psíquico para trabalhar a informação e como base nisso tomar uma decisão de acordo com o contexto no qual ele está envolvido. Neste sentido é possível considerar que o conhecimento se configura nessa tomada de decisão, pois ele está ligado à ação uma vez que ele existe e serve para fazer algo, por isso pode-se considera que o conhecimento é um poderoso agente transformador.
Referência:
  • CARVALHO, Fábio. Gestão do Conhecimento. São Paulo: Editora Pearson. 2012.
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